segunda-feira, 9 de março de 2009

A logística nestes tempos de crise


Artigo - Edição 08 - Março de 2009

A logística nestes tempos de crise


No Brasil, desde o regime colonial, a logística sempre se fez presente e passou por muitas transformações. Dentre as que ocorreram, priorizou-se o transporte rodoviário, com poucos investimentos na modernização de nossos portos, aeroportos e demais meios de transportes. A falta de investimentos na infra-estrutura logística, ao longo dos últimos anos, em algumas regiões, tornou nosso custo de transportes muito alto se comparado à média mundial.

Mesmo com a melhoria de transportes de passageiros em regiões metropolitanas, através de metrôs e da interligação de rodovias, em algumas capitais, a exemplo do Rodoanel em São Paulo e da privatização de manutenção de parte da malha rodoviária, em alguns estados, a falta de maiores investimentos em ferrovias para transporte de cargas tem dificultado as operações logísticas tanto no interior do país quanto nas regiões litorâneas. Contudo, a movimentação de contêineres nos portos cresce a cada ano. Os operadores consideram que nosso transporte de cabotagem está apenas engatinhando.

Atualmente, com a economia estável, a inflação sob controle e menor dependência de endividamento externo e melhor preparo para neutralizar os efeitos da atual crise econômica mundial, se comparado com outros países em desenvolvimento, o Brasil adota medidas visando garantir o financiamento de exportações brasileiras, tais como: recursos para suprir a falta de crédito ao setor agrícola, linha de crédito de capital de giro para empresas de construção civil, disponibilização de recursos para financiamento dos produtores rurais, redução de IOF para compra de motos, redução de IPI para montadoras e de IOF para operações financeiras, e garantia de recursos adicionais priorizando investimentos nas áreas de gás e energia e demais demandas para os próximos dois anos.

Com a utilização de um planejamento estratégico visando o melhor aproveitamento de recursos para escoamento de nossas exportações, com a utilização do transporte intermodal, incluindo-se os complexos industriais e portuários de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará, cujos planos diretores, através dos órgãos federais e estaduais, criam novos pólos de desenvolvimento, incluindo municípios vizinhos às regiões portuárias do Nordeste, trazendo informações de experiências bem sucedidas em portos de Roterdã, na Holanda, e de Virgínia, nos EUA, estamos nos preparando para tornar nossa logística mais eficiente.

As interligações da rodovia Norte/Sul à Transnordestina e do intermodal de Pecém à Companhia Ferroviária do Nordeste serão de fundamental importância para o sucesso do empreendimento, pois os gargalos nos portos das regiões Sul e Sudeste do país foram os indicadores para a melhor utilização dos portos da região Nordeste, considerando-se também a importância do porto de Itaqui, no Maranhão. A criação do Projeto Suape Global, dirigido através da Universidade Federal de Pernambuco e tendo como parceiros a Fiepe (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), com a participação de outros órgãos acadêmicos, o intercâmbio com os portos de Houston, USA, de Galgany, no Canadá, e também com as administrações eficientes de terminais da Noruega e de Cingapura, servem de referência para a melhoria de nossos portos.

A Indústria do Conhecimento, denominação do projeto educacional em parceria com Senai, Sesi e Senac, que dará suporte para atender à demanda de mão-de-obra qualificada tanto na siderurgia como nas refinarias e estaleiros do Nordeste, é uma feliz realidade para muitos que não mais precisarão deixar suas raízes para ganhar a vida em outros estados. Algumas mulheres, através de concurso público, já passaram a desempenhar funções de supervisão em navios atracados nos portos nordestinos, atividades que eram de exclusividade dos homens. Agora é a hora e a vez do Nordeste, cujo espírito empreendedor vem contribuir para realizar o sonho de todos os brasileiros em termos de logística.

"A falta de investimentos na infra-estrutura logística, ao longo dos últimos anos, em algumas regiões, tornou nosso custo de transportes muito alto se comparado à média mundial"

Arnaldo Cerioni Filho

Professor de Logística na ETEC de Osasco - SP

Artigo | Edição 08 - Março 2009 -
Por: Cais.com

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